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37% dos brasileiros deixaram de pagar contas em maio: como a inadimplência vira leilão

Renato Passos

Por

Fundador do LeilôAI · atualizado em 09 de jun. de 2026

3 min de leitura

PoderData mostra 37% inadimplentes em maio; entenda como dívidas viram leilões de imóveis e veículos no Rio Grande do Sul e como arrematar pelo LeiloAI.

Chaves de imóvel e martelo de leiloeiro sobre gráfico de inadimplência no Rio Grande do Sul
Foto por Giorgio Trovato via Unsplash

37 em cada 100 brasileiros deixaram de pagar alguma conta em maio, segundo pesquisa PoderData divulgada em 9 de junho. O número sobe para alarmantes 66% entre quem ganha até dois salários mínimos. O recorte é um alerta para a cadeia que começa no atraso de fatura e termina no leilão judicial ou extrajudicial de bens retomados por credores.

Como isso chega ao leilão

A inadimplência prolongada aciona mecanismos legais de retomada. No financiamento imobiliário com alienação fiduciária (Lei 10.931/2004), o credor consolida a propriedade após a mora e leva o imóvel a leilão extrajudicial. Já em dívidas não garantidas, como cartão de crédito, o credor pode penhorar bens via ação de execução, que culmina em hasta pública. O Código de Processo Civil (arts. 879 a 903) regula a expropriação, e a Lei 14.711/2023 (Marco Legal das Garantias) acelerou os prazos de retomada. Para entender o processo completo, acesse nosso guia definitivo de leilão.

A dimensão do problema

A inadimplência no Brasil atingiu 37% dos adultos em maio, segundo a PoderData. Dados da Serasa mostram que mais de 71 milhões de brasileiros estavam negativados em abril de 2025. O crescimento é puxado pelas classes C, D e E, com forte concentração no Sudeste e Nordeste.

Imóveis vs. veículos

No segmento imobiliário, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil lideram os leilões de imóveis retomados. Já no setor automotivo, bancos como Itaú e Bradesco alienam veículos inadimplentes. A tendência é de aumento no volume de leilões em 2026, reflexo da alta da Selic e do desemprego.

Recorte regional

O Rio Grande do Sul responde por parte expressiva dos leilões judiciais do Sul, especialmente na comarca de Porto Alegre. Dados do TJRS indicam crescimento de 18% nos editais de leilão em 2025 em relação a 2024. A região metropolitana concentra cerca de 40% dos leilões de imóveis do estado, muitos deles oriundos de execuções fiscais e alienações fiduciárias.

Contexto jurídico

A Lei 14.711/2023 trouxe inovações que aceleram a retomada de bens em alienação fiduciária, como a redução do prazo de purga da mora. Também ampliou as hipóteses de leilão extrajudicial. Antes da lei, o processo levava até dois anos; hoje, em média, seis meses. No entanto, o STJ tem firmado jurisprudência para evitar abusos, como a exigência de notificação pessoal do devedor.

Antes e depois

Antes de 2023, a consolidação da propriedade exigia registro em cartório e prazo judicial. Agora, basta a notificação extrajudicial e o transcurso de 30 dias para o leilão. Isso aumentou a oferta de imóveis em leilão, o que interessa a quem busca como arrematar imóvel) com deságio de até 50%.

Recorte regional: Rio Grande do Sul

Além da capital, cidades como Caxias do Sul, Pelotas e Santa Maria têm volumes relevantes de leilões. O TJRS mantém um portal próprio de leilões, mas o LeiloAI agrega todas as fontes em tempo real, incluindo editais da Caixa, BB e terceira via. Para quem busca imóveis na região, a página leilão de imóveis Caixa em Porto Alegre é um ponto de partida.

Onde encontrar esses bens

O LeiloAI reúne mais de 60 fontes oficiais e judiciais em uma única plataforma. Você pode filtrar por tipo de bem (imóvel, veículo, máquina), estado e comarca. Ferramentas proprietárias como a Calculadora de Arrematação simulam o custo total do lance, incluindo ITBI e comissão. Já a Nota de Oportunidade alerta sobre leilões com deságio superior a 30%. Para evitar riscos, leia nosso conteúdo sobre fraude em leilão e conheça o glossário de alienação fiduciária. Cadastre-se gratuitamente e comece a acompanhar os leilões que surgem da inadimplência: criar conta gratuita.

Implicação prática para o investidor

A inadimplência recorde gera oportunidade em leilões, desde que o arrematante faça due diligence: verifique a matrícula do imóvel, calcule o custo de possíveis ônus e prepare-se para a imissão na posse. Não há retorno garantido, mas com informação e ferramentas certas, é possível arrematar com segurança. Mesmo quem busca leilão apartamento SP encontra no LeiloAI filtros geográficos e alertas de lances.

Perguntas frequentes sobre este guia

Onde encontro os leilões mencionados neste guia?

No painel do LeilôAI em /painel/explorar você pode filtrar por banco, UF, cidade, classe e faixa de preço. A página /cobertura lista todas as 60+ fontes oficiais monitoradas em tempo real.

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