37 em cada 100 brasileiros deixaram de pagar alguma conta em maio, segundo pesquisa PoderData divulgada em 9 de junho. O número sobe para alarmantes 66% entre quem ganha até dois salários mínimos. O recorte é um alerta para a cadeia que começa no atraso de fatura e termina no leilão judicial ou extrajudicial de bens retomados por credores.
Como isso chega ao leilão
A inadimplência prolongada aciona mecanismos legais de retomada. No financiamento imobiliário com alienação fiduciária (Lei 10.931/2004), o credor consolida a propriedade após a mora e leva o imóvel a leilão extrajudicial. Já em dívidas não garantidas, como cartão de crédito, o credor pode penhorar bens via ação de execução, que culmina em hasta pública. O Código de Processo Civil (arts. 879 a 903) regula a expropriação, e a Lei 14.711/2023 (Marco Legal das Garantias) acelerou os prazos de retomada. Para entender o processo completo, acesse nosso guia definitivo de leilão.
A dimensão do problema
A inadimplência no Brasil atingiu 37% dos adultos em maio, segundo a PoderData. Dados da Serasa mostram que mais de 71 milhões de brasileiros estavam negativados em abril de 2025. O crescimento é puxado pelas classes C, D e E, com forte concentração no Sudeste e Nordeste.
Imóveis vs. veículos
No segmento imobiliário, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil lideram os leilões de imóveis retomados. Já no setor automotivo, bancos como Itaú e Bradesco alienam veículos inadimplentes. A tendência é de aumento no volume de leilões em 2026, reflexo da alta da Selic e do desemprego.
Recorte regional
O Rio Grande do Sul responde por parte expressiva dos leilões judiciais do Sul, especialmente na comarca de Porto Alegre. Dados do TJRS indicam crescimento de 18% nos editais de leilão em 2025 em relação a 2024. A região metropolitana concentra cerca de 40% dos leilões de imóveis do estado, muitos deles oriundos de execuções fiscais e alienações fiduciárias.
Contexto jurídico
A Lei 14.711/2023 trouxe inovações que aceleram a retomada de bens em alienação fiduciária, como a redução do prazo de purga da mora. Também ampliou as hipóteses de leilão extrajudicial. Antes da lei, o processo levava até dois anos; hoje, em média, seis meses. No entanto, o STJ tem firmado jurisprudência para evitar abusos, como a exigência de notificação pessoal do devedor.
Antes e depois
Antes de 2023, a consolidação da propriedade exigia registro em cartório e prazo judicial. Agora, basta a notificação extrajudicial e o transcurso de 30 dias para o leilão. Isso aumentou a oferta de imóveis em leilão, o que interessa a quem busca como arrematar imóvel) com deságio de até 50%.
Recorte regional: Rio Grande do Sul
Além da capital, cidades como Caxias do Sul, Pelotas e Santa Maria têm volumes relevantes de leilões. O TJRS mantém um portal próprio de leilões, mas o LeiloAI agrega todas as fontes em tempo real, incluindo editais da Caixa, BB e terceira via. Para quem busca imóveis na região, a página leilão de imóveis Caixa em Porto Alegre é um ponto de partida.
Onde encontrar esses bens
O LeiloAI reúne mais de 60 fontes oficiais e judiciais em uma única plataforma. Você pode filtrar por tipo de bem (imóvel, veículo, máquina), estado e comarca. Ferramentas proprietárias como a Calculadora de Arrematação simulam o custo total do lance, incluindo ITBI e comissão. Já a Nota de Oportunidade alerta sobre leilões com deságio superior a 30%. Para evitar riscos, leia nosso conteúdo sobre fraude em leilão e conheça o glossário de alienação fiduciária. Cadastre-se gratuitamente e comece a acompanhar os leilões que surgem da inadimplência: criar conta gratuita.
Implicação prática para o investidor
A inadimplência recorde gera oportunidade em leilões, desde que o arrematante faça due diligence: verifique a matrícula do imóvel, calcule o custo de possíveis ônus e prepare-se para a imissão na posse. Não há retorno garantido, mas com informação e ferramentas certas, é possível arrematar com segurança. Mesmo quem busca leilão apartamento SP encontra no LeiloAI filtros geográficos e alertas de lances.