Em maio de 2026, 3, 2 milhões de brasileiros estavam negativados por dívidas imobiliárias, segundo a Serasa. Com a Selic a 14, 25% ao ano, o financiamento imobiliário se tornou um desafio, e isso já se reflete no volume de retomadas. Para quem busca oportunidades, os leilões de imóveis retomados por bancos e pela Caixa Econômica Federal cresceram 30% em 2025.
Como isso chega ao leilão
A cadeia começa com o devedor que não paga as parcelas do financiamento. O credor, seja um banco como Itaú ou Bradesco, aciona a alienação fiduciária, regime que já transfere a propriedade ao credor até a quitação. Com a consolidação da propriedade, o imóvel é levado a leilão público, seja judicial (pela Justiça Estadual) ou extrajudicial (pelo cartório). O edital é publicado no DJe (Diário da Justiça Eletrônico) e em portais como o LeiloAI. Esse movimento de retomada se acelera com o aperto monetário: juros altos elevam a inadimplência no SBPE, alimentando o estoque de bens a leilão.
A dimensão do problema
Segundo o Banco Central, a inadimplência no crédito imobiliário atingiu 4, 5% em abril de 2026, maior patamar desde 2020. A Caixa Econômica Federal, maior agente do setor, realizou mais de 8 mil leilões de imóveis retomados em 2025, alta de 30% ante 2024. O Banco do Brasil e o Santander também ampliaram suas carteiras de ativos não performados.
Imóveis urbanos lideram retomadas
A maior parte dos bens leiloados está na área urbana, especialmente apartamentos e casas em regiões metropolitanas. No campo, sítios e fazendas respondem por cerca de 15% dos editais, mas com valores mais altos. A tendência é de aumento nos próximos meses, caso a Selic não recue.
Contexto jurídico
A base legal que rege os leilões de imóveis está no Código de Processo Civil (arts. 879 a 903) e na Lei 14.711/2023 (Marco das Garantias), que agilizou a execução de garantias imobiliárias. Antes, o processo demorava anos; hoje, a consolidação da propriedade pode ocorrer em 60 dias para alienação fiduciária extrajudicial.
Antes e depois do Marco das Garantias
Antes da lei, o devedor conseguia protelar a retomada com recursos. Agora, a alienação fiduciária extrajudicial segue rito célere: notificação, purgação de mora, consolidação e leilão. Em São Paulo, o TJSP já aplica a lei de forma consolidada, com súmulas recentes do STJ (Resp 1.785.180) que reforçam a validade dos leilões eletrônicos.
Recorte regional: São Paulo
O estado de São Paulo concentra o maior volume de leilões judiciais do país. O TJSP publica em média 6.000 editais por mês, sendo que 35% deles envolvem imóveis retomados de financiamento habitacional. Na capital, bairros como São Mateus e Cidade Dutra lideram em ofertas. A comarca de São Paulo é a mais movimentada, com prazos de imissão na posse que variam de 30 a 60 dias após o auto de arrematação.
Passo a passo para arrematar com segurança
1. Pesquise editais, Acesse plataformas que reúnem leilões de múltiplas fontes, como o LeiloAI. Prefira editais com matrícula atualizada e sem ônus ocultos. 2. Faça due diligence, Verifique a matrícula no cartório de imóveis, consulte a existência de dívidas de IPTU, condomínio e ações judiciais. O LeiloAI oferece o Radar Judicial para monitorar processos vinculados ao imóvel. 3. Prepare o lance, Defina o valor máximo com base no Lance Justo (ferramenta que compara preços de mercado). Lembre-se: em leilão judicial é comum exigir 20% de sinal no ato. Há casos de leilao sem entrada quando o edital autoriza parcelamento, mas é raro. 4. Arremate e pague, Após o lance vencedor, o juiz homologa a arrematação. Emita a guia de pagamento e quite o saldo no prazo legal (normalmente 24 horas para a entrada, 30 dias para o saldo). 5. Imissão na posse, Com o auto de arrematação registrado, o arrematante pode requerer a imissão. O glossário de imissão na posse do LeiloAI detalha os prazos e procedimentos.
Onde encontrar esses bens
O LeiloAI reúne mais de 60 fontes oficiais de leilões judiciais e extrajudiciais em tempo real, desde Caixa, BB e Itaú até tribunais estaduais como o TJSP. Ferramentas proprietárias como a Nota de Oportunidade destacam imóveis com potencial de valorização, e a Calculadora de Arrematação simula custos totais (ITBI, comissão do leiloeiro, registro). Consulte também a Calculadora de ITBI para estimar o imposto. Cadastre-se gratuitamente e receba alertas personalizados: criar conta gratuita. A Serasa negativados pode ajudar a entender o histórico de crédito do vendedor, mas em leilões de instituições financeiras o risco é baixo.
A Selic alta pode ser a sua chance de adquirir imóveis com descontos de até 50% sobre o valor de mercado, desde que você siga a due diligence correta. No LeiloAI, você encontra as oportunidades e as ferramentas para decidir com segurança.